"Mercedes: Parece sabe o que? Parece que eu peguei um vestido muito especial, um Armani, e emprestei pra uma amiga. Aí essa amiga vestiu o vestido e o vestido ficou muito mais bonito nela do que ficava em mim. Daí, ela foi pra um festão, sujou o vestido, deixou cair vinho no vestido, lambuzou o vestido, e o vestido continuou muito mais bonito nela do que ficava em mim.
Gustavo: E você? Se arrependeu de emprestar esse seu Armani pra uma amiga?
Mercedes: Não. Não me arrependi. Mas ela tem que cuidar muito bem, né! Pra merecer.
Gustavo: Senão?
Mercedes: Eu pego de volta!"
Este é um dos muitos diálogos geniais do filme Divã. E sabe quando a metáfora fica guardada para te atacar quando você precisa? - Já comentei isso aqui uma vez.
É engraçada essa sensação. De ver o seu vestido ficar mais bonito em outra pessoa.
Não, eu nunca tive um Armani. Mas tive alguns vestidos. E sinto um pouco de ciúmes de um vestido ou outro. Mas vi algumas fotos e tenho que confessar, ficou muito melhor nela do que em mim.
Deu uma pontinha de ciúmes. Mas eu sabia que ele ficava meio estranho em mim. Meio curto, sei lá. O tecido pinicava. Incomodava. E era chato de vestir. Era daqueles que você põe quando vai ficar em casa, sabe?
Mas nela... Ah, nela ficou lindo! Ela pode até ir a um festão com orgulho do vestido.
E o que eu posso fazer?
Seja feliz com o vestido que um dia me vestiu. Que ele não te pinique, que a etiqueta não machuque. Que você se sinta confortável e linda com ele. E eu sei que seus sapatos vão sempre combinar direitinho.
Mas eu tenho o direito de não querer ver você com ele né? Você não precisa ficar se exibindo. É que vai dar uma dorzinha. Uma invejazinha.
E se você não cuidar bem?
Não, eu não vou pegar de volta. Descobri vários defeitos nesse vestido que antes eu não via e ele não é, assim, um Armani.
O estranho é que pensando retrospectivamente, sei exatamente quais características uma mulher precisa ter para vestir bem cada um dos meus vestidos. E o mais estranho: eu sei que não sou a melhor modelo de nenhum deles.
Baixa auto-estima?
Não acho. Não que eu tenha a melhor auto-estima do mundo, mas ainda não encontrei meu Armani. Ou meu Chanel. Ou Louis Vuitton. Ou pode ser um bonitão da Zara. Nem sou tão exigente assim.
O estranho é que pensando retrospectivamente, sei exatamente quais características uma mulher precisa ter para vestir bem cada um dos meus vestidos. E o mais estranho: eu sei que não sou a melhor modelo de nenhum deles.
Baixa auto-estima?
Não acho. Não que eu tenha a melhor auto-estima do mundo, mas ainda não encontrei meu Armani. Ou meu Chanel. Ou Louis Vuitton. Ou pode ser um bonitão da Zara. Nem sou tão exigente assim.
Grama do vizinho sempre ser mais verde...só não fizeram um ditado parecido quando a tal grama é "emprestada"...ou roubada por assim dizer.
ResponderExcluirVestidos e metáforas à parte, a melhor roupa que existe é a pele, nenhuma companhia ou vestido é insubstituivel ou tão necessário que não se possa ficar sem.
No mais, sorte e felicidade para todos...para quem usa vestidos e para quem usa casacos.
:)
É, mas é difícil encarar a falta. Ou a nudez, se preferir usar metáforas.
ResponderExcluirEntão a gente fica lembrando dos vestidos que teve.
;)
Sorte e felicidade!
lembrando que o quintana dizia que só não sai da moda quem anda nu
ResponderExcluirE se andar nu virar moda?
ResponderExcluirandar nu podia virar moda...a vida seria tão mais fácil.
ResponderExcluiranyway. eu encontrei o meu vestido, assim, de repente, num camelo. muitas pessoas (incluindo você,dona xuxuzete) me dizem que ele é pouco pra mim... mas eu me sinto tão bonita nele. entende?
love you
ah, minha linda! nós vamos respeitar sempre o seu jeito de vestir, mas não podemos deixar de imaginar que você ficaria melhor em outros modelos de vestido ;)
ResponderExcluirlove you too