Respiro.
Vejo uma tempestade em formação.
Raios iluminam a surpresa escura.
E eu encaro boquiaberta
minhas nuvens mudarem suas cores
flácidas.
Queria eu que esse céu monocromático
se pintasse de rosa e laranja.
Mas hoje o sol se escondeu
nas minhas memórias
turvas.
Hoje sou ânsia, controle e foco.
Ainda não sou tempestade.
Ando na chuva,
mas o meu solo ainda é sertão
sedento.
Respiro mais uma vez e não sorrio.
Aprendi com crianças
que as emoções são todas irmãzinhas.
Quando se estende a mão a uma,
te conquistam todas,
espaçosas.
Hoje, observo.
Ainda há luz.
Amanhã, invasão.
O andar escorregará.
falho.
Irá faltar abrigo,
Amigo,
E não haverá lugar dentro desse peito
Que não respingue
dor.