Acabar de ler um livro querido é uma situação muito esquisita. Faz
algum tempo que não leio um que me prenda tanto a atenção. Na
primeira página, eu mergulhei de cabeça e ainda me sinto como se
estivesse no circo, onde se passa a história.
Passei a semana
dividindo meus pensamentos, alegrias e tristezas com um velhinho e uma
elefanta, meus dois personagens preferidos. Soube de seus medos, suas
vergonhas, seus pecados e agora, de uma hora para outra, eles vão
embora.
Me deixam aqui para continuar essa minha vida tão diferente e com tão menos cores do que as deles.
É
que eles parecem tão reais que nem por um segundo assumo a
possibilidade de que eles não tenham vivido de verdade. Me parece mais
possível que eu mesma seja o personagem.
Acabo saindo, ou sendo arrancada, da história pela última página
que contém um resumo, pela autora, das inspirações que a levaram a
escrever o livro, e me pego vergonhosamente assombrada pelo fato de que
eles só existem escritos.
Eles parecem muito mais reais do que muita gente por aí.
O livro é este, mas eu não sou fã de sinopses. Elas enganam a gente.
Afinal, sinopses são resumos de livros e um bom livro não se consegue resumir. Qualquer palavra retirada é uma perda irreparável. Por isso as traduções e adaptações também são perigosas.
Caso alguém ainda não saiba, estão fazendo um filme dele. Não tenho certeza de que quero assistir. Vai ser decepcionante e eu não tenho dúvidas disso.
O circo que eu criei, com base em cada palavra, com a tenda branca e grená, a graça e a mágica do trem e a doçura e a inconstância dos animais, o melhor diretor do mundo nunca vai conseguir superar.
su, juro que comentei aqui ontem! onde está o meu comentário?
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ResponderExcluirEu removi sua mensagem??? Mentiraaaaaaaa!
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