Ansiosa que só.
Tem um olhar que estou cada vez mais acostumada a ter. De fugitiva. Esgueirando-se para longe dos olhos alheios, tentando escapar.
De que? De quem? De si?
Tem raiva também. E medo.
O que me explodiu deixou uma cidade devastada e muita pólvora por queimar.
E por fim, tem uma força, pequena e escondida, mas vê-se que está crescendo. Essa me fez falta por muito tempo.
Força de ser feliz como poucos têm a coragem de ser. De aprender tudo no mundo e viver duzentos anos.
Ele me disse que a esperança, que saiu voando pela janela, continuou no peito dele.
Esperança, dê asas aos sonhos dele.
Multiplique as alegrias.
Faça bem.
Cuida dele enquanto eu estou longe.
Eu cuido de mim.
É bom. Eu preciso mesmo de um tempo para me entender melhor.
Quem sabe eu até acho uma esperança por aí.
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