nada
além de mim
mesma.
Não sou limites
e nos seus olhos
não sou nem mesmo o humano
que és.
E amanhã, serei ainda
o belo e fútil
do ser
completo ou raso.
Eu não sou corpo,
nem alma
e nem vento.
Sou tempestade.
E talvez eu seja, afinal,
a calmaria e o turbilhão
do coração
da sua indiferença.
Sou o chicote,
a lança e a espada.
Sou a cura,
o calor e o prazer.
O peso e a leveza
de um amor incipiente
e o grito
ainda preso na garganta.
Sou tudo e nada
e nada me prende
e tudo me abala.
Sou eu.
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