segunda-feira, 4 de junho de 2018

Paris universaille

Era como se ele a beijasse
Se o chão repentinamente 
Evaporasse
Ele se manteria suspenso
Tão
Leve
Era sua carne
E a flauta, doce, porém transversa
O beijava retornando a gentileza.

A platéia
Sem palavras 
De boca
E cabeça 
Abertas

A cidade que o sol acendia
E o grupo que tocava calmo
O rapaz que cantava
Sua alma inteira 
Exposta
Ao sol de Paris

Uma criança brincando 
Platéia, que não se aquieta
Era lindo!
Tão lindo era!
Paris, universal.

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